A artrose, também chamada de osteoartrite, é uma doença articular crônica em que a cartilagem que reveste as extremidades dos ossos se desgasta de forma progressiva, comprometendo também o osso subcondral, a membrana sinovial e os ligamentos ao redor. Não se trata apenas de "desgaste por idade": existe um componente inflamatório de baixo grau que participa da progressão da doença e ajuda a explicar por que ela evolui de maneira tão diferente entre uma pessoa e outra.
É uma das causas mais comuns de dor crônica e de limitação funcional em adultos, atingindo principalmente joelhos, quadris, mãos e coluna. O sintoma que mais caracteriza o quadro é a dor mecânica: piora com o uso da articulação — caminhar, subir escadas, ficar muito tempo em pé — e alivia, ao menos parcialmente, com o repouso.
A Dra. Alyne Neves Cintra (CRM 26527 | RQE 17688 / 17689) atende em Brasília com especialização em Medicina da Dor pela USP e formação em Acupuntura Médica, atuando também na área de Nutrologia. Essa combinação permite tratar a dor da artrose e, ao mesmo tempo, investigar os fatores metabólicos e nutricionais que sustentam a inflamação.
Causas e fatores de risco
A artrose resulta do desequilíbrio entre a carga aplicada à articulação e a capacidade dos tecidos de se recuperarem. Vários fatores empurram esse equilíbrio para o lado do desgaste:
- Idade e histórico familiar, que influenciam a qualidade da cartilagem e o ritmo de desgaste.
- Excesso de peso, que aumenta a sobrecarga mecânica em joelhos e quadris e contribui para um estado inflamatório sistêmico.
- Sobrecarga repetitiva, ligada a atividades ocupacionais ou esportivas com impacto contínuo na mesma articulação.
- Lesões prévias, como ruptura de menisco, lesão ligamentar ou fraturas que atingiram a superfície articular.
- Fraqueza muscular, especialmente de quadríceps e musculatura do quadril, que reduz a proteção da articulação durante o movimento.
- Alterações metabólicas e hormonais, incluindo resistência à insulina, dislipidemia e a queda estrogênica do climatério, associadas a maior sintomatologia articular.
Sintomas e quando procurar avaliação
- Dor que piora com o uso da articulação e melhora com repouso — o padrão mecânico clássico.
- Rigidez matinal breve, em geral inferior a 30 minutos, ou rigidez após ficar muito tempo sentado.
- Crepitação, aquele estalo ou sensação de areia ao dobrar o joelho ou movimentar a articulação.
- Perda de amplitude de movimento, com dificuldade para agachar, subir escadas ou fechar a mão completamente.
- Inchaço intermitente, mais comum em joelhos, após períodos de maior esforço.
- Deformidades nas mãos, com nódulos nas articulações dos dedos, típicos da artrose das mãos.
- Dor lombar ou cervical que piora em pé ou ao caminhar, sugerindo comprometimento das articulações da coluna.
Procure avaliação quando a dor persistir por mais de algumas semanas, limitar atividades cotidianas ou exigir uso frequente de analgésicos. Sinais de alerta que pedem avaliação mais rápida incluem articulação quente e vermelha, febre associada, perda de peso não explicada, dor intensa noturna que não alivia com repouso, ou perda de força e alteração de sensibilidade em braços e pernas.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico da artrose é clínico: a história da dor e o exame físico da articulação são o núcleo da avaliação. Os exames servem para confirmar o padrão, medir a extensão do comprometimento e — sobretudo — afastar outras causas.
- Exame clínico detalhado, com avaliação de amplitude de movimento, estabilidade articular, força muscular, alinhamento dos membros e testes específicos para cada articulação.
- Raio-X, o exame inicial mais usado: mostra redução do espaço articular, osteófitos (os "bicos de papagaio"), esclerose subcondral e cistos.
- Ultrassom articular, útil para identificar derrame, sinovite e alterações de tendões, e também para guiar procedimentos com precisão.
- Ressonância magnética, indicada quando há suspeita de lesão meniscal, ligamentar, edema ósseo ou quando a dor não corresponde ao que o raio-X mostra.
- PCR ultrassensível e VHS, marcadores inflamatórios que costumam estar normais ou pouco alterados na artrose e ajudam a diferenciar de artrites inflamatórias.
- FAN e fator reumatoide, solicitados apenas quando o quadro sugere doença reumatológica autoimune — não são exames de rotina para artrose.
- Avaliação metabólica, com glicemia, insulina, perfil lipídico, 25-OH-vitamina D e função tireoidiana, quando o contexto clínico indica.
Artrose e artrite inflamatória: como diferenciar
Confundir artrose com artrite reumatoide ou com outras artrites inflamatórias é frequente, e a distinção muda completamente a conduta. A tabela abaixo resume os pontos que mais orientam essa diferenciação na consulta.
| Característica | Artrose (osteoartrite) | Artrite inflamatória |
|---|---|---|
| Padrão da dor | Piora com uso, alivia com repouso | Piora com repouso, melhora ao se movimentar |
| Rigidez matinal | Breve, geralmente menos de 30 minutos | Prolongada, frequentemente acima de 1 hora |
| Articulações envolvidas | Joelhos, quadris, coluna e dedos das mãos | Punhos e pequenas articulações, muitas vezes simétricas |
| Sinais inflamatórios | Discretos; inchaço ocasional após esforço | Calor, vermelhidão e edema persistentes |
| Exames laboratoriais | PCR e VHS geralmente normais | PCR e VHS elevados; autoanticorpos podem estar presentes |
| Sintomas gerais | Restritos à articulação | Febre, fadiga intensa e perda de peso podem ocorrer |
Vale lembrar que as duas condições podem coexistir na mesma pessoa, o que reforça a necessidade de avaliação individualizada em vez de conclusões baseadas apenas em um exame de imagem.
Como o tratamento é conduzido
O tratamento da artrose é montado em camadas, da base conservadora aos recursos intervencionistas, sempre conforme o estágio da doença, a articulação afetada e a resposta de cada paciente.
- Fortalecimento muscular e exercício orientado, a medida com melhor sustentação de evidência para dor e função na artrose, geralmente em conjunto com fisioterapia.
- Controle do peso corporal, que reduz diretamente a carga sobre joelhos e quadris.
- Manejo medicamentoso individualizado, ajustado ao perfil clínico, às comorbidades e aos riscos de cada medicação.
- Infiltrações articulares, quando indicadas, aplicadas na articulação para reduzir dor e inflamação local e viabilizar a reabilitação.
- Bloqueios analgésicos, direcionados a nervos específicos — como os ramos geniculares no joelho ou os ramos mediais na artrose facetária da coluna.
- Radiofrequência, opção para casos selecionados de dor persistente que respondem bem ao bloqueio diagnóstico prévio, com potencial de alívio mais duradouro.
- Acupuntura médica, recurso complementar para modulação da dor crônica, integrado ao restante do plano.
Procedimentos intervencionistas não substituem a reabilitação: eles costumam ser usados para abrir uma janela de menos dor, na qual o fortalecimento muscular finalmente se torna possível. Nenhum deles é indicado sem avaliação presencial, e a resposta varia conforme o caso.
A conexão entre metabolismo, inflamação e articulação
A artrose deixou de ser entendida como puro desgaste mecânico. Hoje se reconhece que o tecido adiposo em excesso funciona como um órgão metabolicamente ativo, liberando mediadores inflamatórios que circulam pelo corpo e alcançam a articulação — o que ajuda a explicar por que a artrose das mãos, articulações que não sustentam peso, também é mais frequente em pessoas com obesidade e síndrome metabólica.
Resistência à insulina, dislipidemia, deficiência de vitamina D, baixa ingestão proteica com perda de massa muscular e a transição hormonal do climatério são fatores que atuam sobre a mesma articulação dolorida, e nenhum deles aparece em um raio-X. É por isso que a avaliação conduzida pela Dra. Alyne une o raciocínio de Medicina da Dor — para tratar a dor de forma direcionada — à investigação metabólica e nutricional por exames laboratoriais, buscando agir também sobre o que alimenta a progressão da doença.
Na prática, isso significa que duas pessoas com o mesmo grau de artrose no exame de imagem podem receber planos bastante diferentes: uma delas pode precisar prioritariamente de controle da dor para conseguir se movimentar, enquanto outra se beneficia mais da correção de deficiências nutricionais e do ganho de massa muscular. A definição depende da avaliação individual.
Onde a Dra. Alyne atende em Brasília
O atendimento acontece na Clínica Reju (SGAS 616, Edifício Linea Vitta Centro Clínico, Bloco B, Sala 32, Asa Sul), no Hospital Sírio-Libanês e no espaço MEO, no Lago Sul. A Dra. Alyne mantém nota 5,0 no Google, com 7 avaliações de pacientes.
Fale com o consultório
Se a dor no joelho, no quadril, nas mãos ou na coluna vem limitando o seu dia a dia, agende uma avaliação com a Dra. Alyne Neves Cintra, especialista em Medicina da Dor, em Brasília.
Agendar pelo WhatsAppPerguntas frequentes
Artrose tem cura?
A artrose é uma doença crônica e o desgaste articular já instalado não é revertido. O que o tratamento busca é aliviar a dor, preservar a mobilidade e retardar a progressão, o que em muitos casos permite retomar atividades do dia a dia. O resultado varia conforme o estágio da doença, a articulação envolvida e as condições clínicas de cada pessoa.
Infiltração no joelho estraga a articulação?
Não quando bem indicada e realizada com técnica adequada. A preocupação vem do uso repetido e sem critério de corticoide. Existem diferentes substâncias e alvos possíveis, e a escolha depende da avaliação individual, da resposta prévia e da fase da doença.
Só sinto dor quando caminho ou subo escada. Já é artrose?
Dor que aparece com o uso da articulação e alivia com o repouso é o padrão mecânico típico da artrose, mas não é exclusivo dela. Tendinopatias, bursites, lesões meniscais e dores referidas da coluna podem se apresentar de forma parecida, por isso o diagnóstico exige exame clínico e, quando necessário, exames de imagem.
O raio-X mostrou artrose, mas eu não sinto dor. Preciso tratar?
Achado de imagem sem sintoma não define tratamento por si só. É comum haver sinais radiológicos de desgaste sem dor correspondente. Nesses casos, a conduta costuma ser preventiva: fortalecimento muscular, controle do peso e ajuste dos fatores metabólicos que favorecem a progressão.
Perder peso ajuda mesmo na artrose de joelho?
Sim. A redução da sobrecarga mecânica sobre joelhos e quadris é uma das medidas com maior impacto no alívio da dor, e o tecido adiposo em excesso também contribui para um estado inflamatório que pode piorar o quadro articular. Por isso a investigação metabólica faz parte do plano de tratamento.
Fontes e Referências
As informações desta página têm caráter educativo e não substituem a consulta médica. Em caso de sintomas, consulte um médico e procure atendimento médico para avaliação e diagnóstico individualizados.
