A dor no ombro é uma dor localizada na articulação do ombro ou ao redor dela que, na maioria das vezes, não vem da cartilagem, e sim das estruturas que envolvem a articulação: os tendões do manguito rotador, a bursa subacromial e a cápsula articular. É uma das queixas musculoesqueléticas mais comuns em consultório, e costuma se manifestar ao elevar o braço, ao deitar sobre o lado afetado ou ao realizar movimentos acima da cabeça.

A Dra. Alyne Neves Cintra (CRM 26527 | RQE 17688 / 17689) atende em Brasília com especialização em Medicina da Dor pela USP e formação em Acupuntura Médica, unindo o tratamento da dor à investigação das causas metabólicas e nutricionais que sustentam a inflamação.

Causas e fatores de risco

O ombro é a articulação de maior mobilidade do corpo e, justamente por isso, depende de tendões e músculos para manter a estabilidade. Quando essa musculatura falha ou o tendão sofre sobrecarga repetida, surge o quadro doloroso. As causas mais frequentes são:

  • Tendinite e tendinopatia do manguito rotador, com destaque para o supraespinhal, o tendão mais frequentemente acometido.
  • Bursite subacromial, muitas vezes associada à síndrome do impacto, quando o espaço entre o acrômio e o tendão se estreita.
  • Capsulite adesiva (ombro congelado), em que a cápsula articular se torna espessada e retraída, com perda progressiva de movimento.
  • Lesões e rupturas do manguito rotador, parciais ou completas, mais comuns a partir dos 50 anos.
  • Dor referida da coluna cervical, quando a origem real do sintoma está no pescoço e não no ombro.

Entre os fatores de risco estão movimentos repetitivos acima da cabeça, trabalho ou esporte com sobrecarga do membro superior, postura prolongada em computador, tabagismo, diabetes, disfunção da tireoide e alterações metabólicas que comprometem a qualidade do colágeno tendíneo. O período do climatério também é relevante: a queda estrogênica influencia tendões e cápsula articular, e a capsulite adesiva é mais frequente em mulheres nessa faixa etária.

Sintomas e quando procurar avaliação

  • Dor ao elevar o braço, especialmente entre 60 e 120 graus, o chamado arco doloroso.
  • Dor noturna que piora ao deitar sobre o ombro afetado e atrapalha o sono.
  • Dificuldade em gestos do dia a dia, como pentear o cabelo, fechar o sutiã ou alcançar um objeto na prateleira alta.
  • Perda de amplitude de movimento, inclusive quando outra pessoa tenta mover o braço, sinal que sugere capsulite adesiva.
  • Fraqueza para sustentar peso ou sensação de que o braço "falha", que pode indicar lesão do manguito rotador.
  • Estalidos com dor associados a movimentos específicos.

Procure avaliação quando a dor persistir por mais de duas a quatro semanas, quando houver perda de força ou de movimento, ou quando o sono estiver comprometido. Sinais de alerta que exigem avaliação imediata incluem dor após trauma com incapacidade de elevar o braço, deformidade visível, febre associada a dor articular intensa e dor no ombro acompanhada de falta de ar ou dor no peito.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico começa pelo exame clínico, que costuma ser o passo mais decisivo. A avaliação da amplitude de movimento ativa e passiva já separa boa parte dos quadros: na tendinite e na bursite, o movimento passivo tende a estar preservado; na capsulite adesiva, ele também está limitado. Testes específicos ajudam a localizar a estrutura acometida.

  • Ultrassom do ombro: exame dinâmico e acessível, útil para avaliar tendões do manguito rotador, bursa e derrames, além de poder guiar procedimentos.
  • Ressonância magnética: indicada quando há suspeita de ruptura extensa, dúvida diagnóstica ou falha do tratamento conservador.
  • Raio-X: avalia o formato do acrômio, calcificações tendíneas e alterações articulares degenerativas.
  • PCR ultrassensível e VHS: marcadores inflamatórios que ajudam a identificar um componente inflamatório sistêmico.
  • Glicemia, hemoglobina glicada, TSH e 25-OH-vitamina D: relevantes porque diabetes, disfunção tireoidiana e deficiência de vitamina D se associam a tendinopatias e à capsulite adesiva.
  • FAN: solicitado apenas quando o quadro sugere doença reumatológica autoimune, com acometimento de outras articulações.

Diagnóstico diferencial: bursite, tendinite e ombro congelado

Diferenciar essas três condições é o que define a conduta, já que o tratamento indicado para uma pode ser inadequado para outra.

AspectoBursite subacromialTendinite do manguito rotadorCapsulite adesiva (ombro congelado)
Estrutura acometidaBursa subacromialTendões, sobretudo o supraespinhalCápsula articular
Movimento passivoGeralmente preservadoGeralmente preservadoLimitado, mesmo com ajuda de terceiros
Dor noturnaFrequenteFrequenteIntensa na fase inicial
InstalaçãoApós sobrecarga ou esforço repetitivoProgressiva, ligada ao uso do membroProgressiva, em fases, podendo surgir sem trauma
Exame que mais contribuiUltrassomUltrassom e ressonânciaExame clínico, com imagem para excluir outras causas
Associação metabólicaMenos característicaDiabetes, dislipidemia, vitamina D baixaForte associação com diabetes e tireoidopatias

Como o tratamento é conduzido

Não existe um protocolo único para dor no ombro. A conduta depende da estrutura acometida, do tempo de evolução, da intensidade da dor e das condições clínicas de cada paciente, e é definida em avaliação individualizada. De forma geral, o plano combina medidas conservadoras com procedimentos de Medicina da Dor quando indicados:

  • Manejo clínico inicial, com ajuste das atividades que perpetuam a sobrecarga, controle medicamentoso da dor e encaminhamento para fisioterapia, peça central na reabilitação do ombro.
  • Infiltrações, aplicadas na bursa subacromial ou em outros alvos, que podem aliviar a dor e permitir que a fisioterapia avance quando a dor bloqueia a reabilitação.
  • Bloqueios analgésicos, indicados em quadros de dor intensa ou de difícil controle, incluindo situações em que há componente de dor referida cervical.
  • Radiofrequência, considerada em casos selecionados de dor crônica persistente que não respondem adequadamente às medidas anteriores.
  • Acupuntura médica, integrada ao plano terapêutico como recurso de modulação da dor, e não como conduta isolada.
  • Investigação metabólica e nutricional, com exames laboratoriais que ajudam a explicar por que o tendão inflama, cicatriza mal ou recidiva.

Na capsulite adesiva, a conduta ainda considera a fase do quadro: na fase dolorosa, o foco é o controle da dor; na fase de rigidez, ganha peso o trabalho de recuperação da amplitude articular. Os resultados variam conforme o caso e o tempo de evolução.

A conexão entre metabolismo, inflamação e dor no ombro

Uma dor no ombro que retorna após cada ciclo de fisioterapia, ou que não cicatriza como esperado, frequentemente tem um terreno metabólico por trás. Tendões são tecidos de baixa vascularização e alta dependência de colágeno, e sua qualidade é diretamente influenciada por controle glicêmico, função tireoidiana, níveis de vitamina D e inflamação de baixo grau associada ao excesso de gordura visceral. Não é coincidência que a capsulite adesiva seja mais prevalente em pessoas com diabetes e com disfunção da tireoide.

É esse o diferencial da abordagem da Dra. Alyne em Brasília: além de tratar a dor com os recursos da Medicina da Dor, ela atua também na área de Nutrologia, investigando o que sustenta a inflamação. Corrigir uma deficiência de vitamina D, ajustar o controle glicêmico, tratar uma disfunção tireoidiana ou reduzir a inflamação sistêmica não substitui o tratamento local, mas pode melhorar a resposta ao tratamento e reduzir a chance de o quadro recidivar. Tratar a dor e investigar a causa são etapas complementares, não alternativas.

Onde a Dra. Alyne atende em Brasília

O atendimento acontece na Clínica Reju (SGAS 616, Edifício Linea Vitta Centro Clínico, Bloco B, Sala 32, Asa Sul), no Hospital Sírio-Libanês e no espaço MEO, no Lago Sul. A Dra. Alyne mantém nota 5,0 no Google, com 7 avaliações de pacientes.

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Descubra a origem da sua dor no ombro com uma avaliação que une Medicina da Dor e investigação metabólica, com a Dra. Alyne Neves Cintra, em Brasília.

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Perguntas frequentes

Qual a diferença entre bursite e tendinite no ombro?

A bursite é a inflamação da bursa, uma pequena bolsa que reduz o atrito entre o tendão e o osso, enquanto a tendinite é a inflamação ou degeneração do próprio tendão, geralmente do manguito rotador. As duas costumam coexistir e o ultrassom ajuda a distinguir qual estrutura predomina, o que muda o alvo do tratamento.

Ombro congelado melhora sozinho?

A capsulite adesiva tende a evoluir em fases e pode melhorar ao longo do tempo, mas esse processo costuma levar muitos meses e cursar com dor e perda importante de movimento. O acompanhamento médico busca aliviar a dor e preservar amplitude articular durante esse período, o que pode encurtar o impacto do quadro na rotina.

Infiltração no ombro dói? Em quantas sessões?

O procedimento usa anestésico local e costuma ser bem tolerado, com desconforto semelhante ao de uma coleta de sangue. O número de aplicações varia conforme o caso, a resposta clínica e a estrutura tratada, e é definido em avaliação individualizada, nunca em um protocolo fixo igual para todos.

Preciso operar o ombro?

Nem todo caso exige cirurgia. Boa parte das dores de ombro responde a tratamento conservador e a procedimentos minimamente invasivos guiados por imagem. A avaliação cirúrgica costuma ser considerada em rupturas extensas do manguito rotador ou quando não há resposta ao tratamento clínico bem conduzido.

Por que investigar exames de sangue em uma dor no ombro?

Porque fatores como resistência à insulina, alterações da tireoide, deficiência de vitamina D e inflamação sistêmica influenciam a qualidade do tendão e a resposta ao tratamento. A capsulite adesiva, por exemplo, é mais frequente em pessoas com diabetes e com disfunção tireoidiana.

As informações desta página têm caráter educativo e não substituem a consulta médica. Em caso de sintomas, consulte um médico e procure atendimento médico para avaliação e diagnóstico individualizados.