Dor no joelho que os exames de imagem não explicam, dor generalizada nas articulações sem sinais de artrite, ou dor óssea persistente após descartadas fraturas e lesões estruturais são situações que costumam gerar frustração, especialmente quando a paciente já passou por avaliação ortopédica sem resposta clara. A Dra. Alyne Neves Cintra, com formação em Medicina da Dor e Nutrologia, investiga esses quadros em Brasília sob uma perspectiva complementar.
Causas frequentemente não investigadas
- Deficiência de vitamina D (dosagem de 25-OH-vitamina D), associada a dor musculoesquelética inespecífica.
- Inflamação crônica de baixo grau, avaliável por marcadores como PCR ultrassensível, ferritina e homocisteína, que amplifica a sensibilidade dolorosa em articulações e músculos.
- Disfunções tireoidianas (avaliadas por TSH e T4 livre), que podem se manifestar com dores musculares e articulares.
- Fibromialgia, considerada por critérios clínicos (ACR) e pontos dolorosos, quando a dor é generalizada e acompanhada de fadiga e distúrbios do sono.
- Lipedema, com sinal de Stemmer, quando a dor está associada a acúmulo desproporcional de gordura em pernas.
Por que exames de imagem normais não encerram a investigação
É comum que radiografias e ressonâncias mostrem alterações mínimas ou nenhuma alteração relevante, mesmo diante de dor significativa relatada pela paciente. Isso acontece porque muitas causas de dor articular e óssea têm origem metabólica, inflamatória ou nutricional, e não estrutural, o que exige exames de sangue direcionados, não repetição de exames de imagem já normais.
A investigação da Dra. Alyne
- Revisão detalhada do histórico de dor, incluindo padrão, gatilhos e evolução ao longo do tempo.
- Exames laboratoriais direcionados a causas metabólicas, inflamatórias e nutricionais.
- Avaliação de composição corporal por bioimpedância ou DEXA, quando há suspeita de lipedema associado.
- Densitometria óssea (DEXA), quando há dor óssea persistente, para avaliar osteopenia ou osteoporose (T-score) e o risco de fratura (FRAX), complementada por dosagens do metabolismo ósseo (cálcio, fósforo, fosfatase alcalina e paratormônio/PTH) quando indicado.
- Investigação do padrão de sono, frequentemente relacionado à intensidade da dor.
Quando a avaliação nutrológica se soma ao ortopedista
A investigação nutrológica não substitui a avaliação ortopédica quando há suspeita de lesão estrutural, mas se soma a ela quando a dor persiste apesar de exames de imagem normais, ou quando há outros sintomas associados, como fadiga, alterações de peso ou distúrbios do sono, que sugerem uma causa mais ampla do que uma lesão articular isolada.
O impacto emocional de conviver com dor sem diagnóstico
Anos de dor sem explicação clara costumam gerar frustração, desconfiança em relação a novos profissionais e, em alguns casos, a sensação de que a dor "está na cabeça", quando na verdade ainda não foi investigada sob o ângulo correto. Reconhecer que existe uma causa física plausível a ser buscada, mesmo depois de exames de imagem normais, costuma ser o primeiro passo para restaurar a confiança da paciente no processo de investigação.
Quando procurar avaliação
Dor articular ou óssea persistente sem diagnóstico claro, especialmente quando acompanhada de fadiga, alterações de peso ou histórico de exames de imagem normais, justifica uma investigação nutrológica complementar à avaliação ortopédica já realizada.
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Investigue a causa da sua dor além do exame de imagem, com a Dra. Alyne Neves Cintra, em Brasília.
Agendar pelo WhatsAppPerguntas frequentes
Fiz exames de imagem e está tudo normal, mas a dor continua. O que pode ser?
Exames de imagem normais não descartam causas metabólicas, inflamatórias ou nutricionais para a dor, que exigem investigação laboratorial específica, muitas vezes não solicitada em uma consulta ortopédica tradicional.
Deficiência de vitamina D pode causar dor nos ossos e músculos?
Sim, é uma das causas mais comuns de dor musculoesquelética inespecífica, e costuma ser identificada apenas quando o exame é especificamente solicitado.
Dor articular sem diagnóstico pode ser fibromialgia?
É uma possibilidade a ser considerada, especialmente quando a dor é generalizada e acompanhada de fadiga e distúrbios do sono, mas o diagnóstico exige avaliação clínica cuidadosa e exclusão de outras causas.
Vale a pena procurar avaliação nutrológica além do ortopedista?
Sim, especialmente quando exames de imagem já foram realizados sem explicar a dor, já que a investigação metabólica, inflamatória e nutricional pode revelar causas complementares ao raciocínio ortopédico.
Fontes e Referências
As informações desta página têm caráter educativo e não substituem a consulta médica. Em caso de sintomas, consulte um médico e procure atendimento médico para avaliação e diagnóstico individualizados.
